Audiência pública para debater Projeto de Lei que institui o Programa Social “Centro Dia do Idoso”

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Há vários anos o setor de Reabilitação Gerontológica do Lar Escola São Francisco apóia, incentiva o fortalecimento e encaminha idosos fragilizados à Associação dos Familiares e Amigos do Idoso (AFAI) que coordena um centro-dia para idosos com demências ou mobilidade reduzida cujos cuidadores têm dificuldade de supervisioná-los em casa durante o período diurno. Aliás, a AFAI também venceu o concurso Talentos da Maturidade do Banco Santander em 2010, a exemplo de nosso setor (relembre aqui o post sobre o assunto). Trata-se de um equipamento inovador em pelo menos dois aspectos fundamentais: a gestão nascida do associativismo de familiares (e não de profissionais da saúde) e a excelência na assistência às necessidades básicas daqueles idosos de alta complexidade – por se tratar de alta dependência funcional – que nem sequer figuram nas amostragens do SUS, uma vez que não conseguem acessar a rede de saúde.

Sustentado por doações e parcerias do setor público e privado, oferece a manutenção dos cuidados diurnos do idoso dependente. São socialmente estáveis, pré-institucionalizados, pertencentes à classe média, não vítimas violência doméstica. A maioria dos idosos atendidos tem convênio médico. A AFAI não é um centro de tratamento médico: seus pacientes são clinicamente estáveis, usuários de serviços de saúde públicos ou particulares. Funcionalmente, são comprometidos, além de o serem mentalmente (depressão e demência). Portanto o objetivo principal desse centro é acolher o idoso como uma extensão de sua família, oferecendo atendimento humanizado: supervisão nas atividades de vida diária (AVD) e espaço de socialização. Situa-se como um modelo intermediário de atenção ao idoso com forte caráter de apoio à família. O cuidador busca a AFAI pelos seguintes motivos:

  • já perceber conflitos familiares em torno da condição do idoso;
  • necessidade de tempo livre;
  • percebe o estresse e o cansaço;
  • precisa trabalhar fora e tem tempo restrito para cuidar;
  • iniciam-se os comportamentos agressivos que precisam ser manejados;
  • o familiar sente que o idoso precisa de convívio social próprio;
  • custo elevado da contratação de um cuidador formal.

A equipe  é composta por 4 cuidadores um fisioterapeuta, um fonoaudiólogo e um terapeuta ocupacional; auxiliar de limpeza e de cozinha. Mesmo os familiares cujos idosos já faleceram continuam engajados na ação, apoiando, incentivando e visitando os idosos e familiares daqueles que ainda frequentam a casa.

O desafio atual está na multiplicação dessa modalidade inovadora de atenção na rede pública de Saúde ou de Assistência Social. Existem impasses legais e técnicos, razão pela qual algo tão aparentemente óbvio ainda não ocorreu. Felizmente a discussão está avançando. O Projeto de Lei nº 01-0527/2010 ainda está em fase de consulta pública para debates dos mais variados aspectos sobre os quais incidem o referido Projeto, como objeto, relevância, finalidade, prestação de serviço, regulamentação, dotações orçamentárias, dentre outros que emergirem. A audiência pública ocorrerá na Câmara Municipal de São Paulo no dia 24/04/2012, das 10-14h (Viaduto Jacareí, 100 – 8º andar-Salão Nobre).

Estaremos prontos para a discussão! Apoiamos e nos sentimos gratos pela oportunidade de fortalecer a rede de apoio social ao idoso com deficiências, mobilidade reduzida e fragilidade. Participe também e divulgue! Incentive essa ideia!

Veja mais informações e o texto atual do PL proposto pelo Vereador Dalton Silvano (PV) neste link: http://goo.gl/Dy44m 

Musicoterapia também é Carnaval!

Grito de Carnaval foi o tema abordado pela Musicoterapia, sexta-feira, 17/02, no LarEscola.

Por Ana Maria Caramujo

No dia 17 de fevereiro de 2012, das 13:30 horas às 16:30 horas, o Setor de Reabilitação Gerontológica do Lar Escola São Francisco deu seu Grito de Carnaval, por meio dos Grupos Musicoterapia-Motivação e Musicoterapia Preventiva.

Essa alegria se deu ao som das marchinhas de carnaval, máscaras, fru-frus, serpentinas e confetes pertencentes a um tempo em que as famílias brasileiras brincavam o carnaval de forma saudável e lúdica. Sabendo que a música evoca lembranças e recordações que faz emergir emoções e sentimentos, nada melhor do que as marchinhas de carnaval – preferências dos idosos – para promover alegria, descontração, ânimo para viver e desfrutar as benesses da vida.

Cuidadora familiar e paciente: atividade sentada

As estagiárias atuais, Gabriela Chinen e Letícia Tanelli, orientadas pela  supervisora Ana Maria Caramujo, do Curso de Graduação de Musicoterapia da FMU, sob a Coordenação de Maristela Smith, usam técnicas musicoterapêuticas próprias para desenvolver ou resgatar a autoestima, atenção, concentração; preservar a autonomia, a memória; buscar o autoconhecimento, dentre outros aspectos. Ingressam nos grupos de Musicoterapia pessoas com idades a partir dos 60, indicados pela equipe multiprofissional para a terapia por sofrerem de depressão, sentimento de solidão, por vezes incompreensão, além daqueles que almejam manter-se ativos e saudáveis. Os acompanhantes e cuidadores são bem-vindos e beneficiam-se, juntos, dessa nova forma de comunicação entre gerações, por meio dos sons,  da música e de todas as reminiscências que evocam.

Supervisora (Profa. Ana Maria Caramujo), estagiária Letícia Tanelli (de avental branco) e pacientes: atividade de grupo em roda

No nosso Grito de Carnaval, os pacientes do LarEscola resgataram as boas lembranças da infância, juventude, assim como a lembrança de pessoas muito queridas que com elas compartilharam tantos carnavais. E acreditem, quem chegou de cadeira de roda, bengala, triste, com dor ou insatisfeito com algo, durante a sessão de musicoterapia, ao cantar, dançar, brincar o nosso carnaval, acompanhando o ritmo com palmas, com o os braços, com os pés, com movimentos grupais e com instrumentos feitos com sucata, sentiram-se tão bem que quem estava na cadeira de rodas até conseguiu ficar em pé e dentro de suas possibilidades dançou e se movimentou com o corpo todo! Além disso, foi uma oportunidade incomparável, para aqueles que nunca brincaram um carnaval. Assim, Carnaval aqui no LarEscola é terapia. Todos saíram felizes, leves, eretos, com a sensação de renovação, de poder existir de forma digna e plena.

Em Musicoterapia, isso é possível, porque todo e qualquer instrumento ou objeto que produza som, assim como a música e os seus elementos sonoros, desde que tenha um significado para o paciente pode ser terapêutico.

O carnaval dentro de um programa musicoterapêutico pode trazer benefícios à saúde emocional, física, mental e espiritual. Tudo isso é possível porque o setting musicoterapêutico, quer dizer, o espaço musicoterapêutico pode ser um lugar “sagrado”, dependendo de quem o conduza, uma vez que nós terapeutas estamos o tempo todo lidando com o corpo que é o “templo do espírito”, com a alma e com a essência do Ser.

Os estímulos são oferecidos de acordo com as potencialidades e limites do paciente idoso. Estar descalço favorece a percepção vibratória.

Sexta-feira, o Grito de Carnaval não começou no Sambódromo, começou nos Grupos de Musicoterapia do Departamento de Gerontologia do LarEscola e foi um sucesso!

Saiba mais sobre musicoterapia

Para quem ainda não conhece a Musicoterapia, é um tratamento que utiliza a música, o som e os seus elementos sonoros para prevenir, diagnosticar e tratar dentro de um programa sistemático e planejado, com técnicas próprias, buscando a saúde física, psíquica, mental e espiritual. O musicoterapeuta e as estagiárias em musicoterapia planejam as sessões de acordo com o repertório musical dos pacientes, seu histórico sonoro e suas respectivas queixas.

Aqui, no Programa Ambulatorial da Gerontologia do LarEscola, há três tipos de atendimentos em musicoterapia: 1) Grupo de Idosos com Depressão; 2) Grupo de Prevenção e 3) Grupos Funcionais juntamente com a Terapia Ocupacional. Os encaminhamentos acontecem nas reuniões interdisciplinares, quer dizer, com todos os profissionais da saúde: Médico Geriatra e Médicos Residentes; Psicóloga; Fisioterapeutas e Estagiários; Fonoaudióloga; Terapeuta Ocupacional, Estagiárias de Musicoterapia e Musicoterapeuta; Assistentes Sociais, entre outros.

Deixo aqui nossos agradecimentos para a Coordenadora do Curso de Graduação em Musicoterapia da FMU – Professora Ms. Maristela Smith, para a Coordenadora da Gerontologia do LarEscola – Professora Ms. Renata Cereda, a Psicóloga Maria Inês da Silva o Geriatra Dr. Rodrigo Ambros Wallau, para a T.O. Maria Fernanda Kramm e estendidos a toda equipe do setor, pois sem eles não  seria possível desenvolver esse trabalho que tantos frutos tem colhido.

O nosso muito obrigada e até o próximo evento com as próximas notícias!

Inscrições para especialização em Gerontologia da Unifesp – últimos dias!

especialização Geronto 2012 Unifesp

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Faltam apenas dois dias para o término das inscrições para o processo seletivo para o curso de especialização (Lato Sensu) em Gerontologia da Unifesp!

Trata-se de um curso tradicional, extensivo, que exige dedicação integral e exclusiva do aluno. É uma verdadeira imersão no universo gerontológico dos serviços prestados à população idosa, conforme o nível de complexidade. Portanto, há prática supervisionada em enfermaria, ambulatórios, centro de Reabilitação (no caso, o Lar Escola São Francisco) e Programa de Assistência Domiciliar ao Idoso.

Consulte o edital para detalhes clicando AQUI.