IBGE aponta que brasileiro ganhou mais cinco meses na sua expectativa de vida ao nascer

IBGE

Em cumprimento ao disposto no Art. 2o do Decreto no 3.266, de 29 de novembro de 1999, o IBGE divulga, anualmente, a Tábua Completa de Mortalidade para o total da população brasileira referente ao ano anterior. Essas informações subsidiam o cálculo do fator previdenciário, por parte do Ministério da Previdência Social, para fins das aposentadorias das pessoas regidas pelo Regime Geral da Previdência Social.

A presente Tábua é proveniente de uma projeção dos níveis de mortalidade a partir da Tábua de Mortalidade construída para o ano de 2010, na qual foram incorporados dados populacionais do Censo Demográfico 2010, estimativas da mortalidade infantil com base no mesmo levantamento censitário e informações sobre notificações e registros oficiais de óbitos por sexo e idade. Trata-se de um procedimento necessário de atualização, quando se trabalha com indicadores e/ou modelos demográficos prospectivos. Além disso, o desenvolvimento desta atividade cumpre, também, o propósito de gerar parâmetros atualizados da mortalidade do Brasil que foram incorporados à Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000-2060 – Revisão 2013. (1)

Segundo esse levantamento mais atual, constata-se que o brasileiro que nasceu em 2012 “ganhou” mais cinco meses e 12 dias de vida em relação a quem nasceu um ano antes, informação divulgada nesta segunda-feira. No ano passado, a expectativa de vida dos homens e mulheres no país foi de 74,6 anos, enquanto em 2011 esse número era 74,1 anos.

Historicamente, os homens têm expectativa de vida menor que as mulheres. A pesquisadora do IBGE Jorcely Franco explicou que

no início da vida, bebês do sexo feminino são geneticamente mais resistentes que os do sexo oposto. Já no meio da vida, homens são mais propensos a morrer pelos chamados fatores externos, como acidentes ou questões relacionadas à violência. No fim da vida, homens vivem menos porque “cuidam” menos da saúde que as mulheres.

Essas questões podem ser observadas nos números divulgado. Para a população masculina, o aumento da expectativa de vida em relação à projeção para ambos os sexos foi menor: de 4 meses e 10 dias. Passou de 70,6 anos para 71,0 anos. Já para as mulheres o ganho foi mais expressivo. Em 2011, a esperança de vida ao nascer delas era de 77,7 anos. A idade subiu para 78,3 anos em 2012, o que corresponde a um aumento 6 meses e 25 dias.

A alta generalizada, contudo, refletiu, segundo a pesquisadora,

uma melhora nos sistemas de saúde do país e também na atenção às crianças recém-nascidas.

Leia o artigo completo publicado hoje na Folha de São Paulo.

 

As tábuas de mortalidade podem ser acessadas através dos links abaixo:
Leia mais:

 

ibge sala de imprensa expectativa de vida 2012

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