Arquivo da tag: educação em saúde

Este blog é amigo da saúde!

selo_azul1-300x300 EDITADO2É com alegria que venho anunciar que este blog recebeu o honroso selo “Blog Amigo da Saúde” do Ministério da Saúde! Graças à informação obtida no I Encontro de Blogueiros da Saúde, pude me aproximar da equipe responsável por redes sociais e solicitar avaliação quanto à adequação deste site à linha de difusão de informações do próprio MS. Em poucos dias recebi um e-mail confirmando a inscrição desta página na lista do Ministério.

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I Encontro de Blogueiros da Saúde

Para variar, o Twitter do blog (@ReabGeronto) me reservou mais uma daquelas oportunidades-relâmpago de aprendizagem: no início da tarde de hoje me deparei casualmente com um perfil do evento “I Encontro de Blogueiros e Ativistas em Redes Sociais da Saúde” (@BlogueirosSaude). O encontro, que pretende ser anual, sempre em junho, foi dirigido a blogueiros e ativistas em redes sociais que tratam de saúde ou convivência com a doença que os motivou a escrever.

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Dia mundial sem tabaco: por que o idoso também deveria cessar o hábito de fumar?

idoso cigarro

Hoje, 31 de maio, é o Dia Mundial Sem Tabaco. Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), neste ano a campanha tem como foco central a proibição de publicidade do tabaco, sua promoção e patrocínio.

Do ponto de vista da saúde coletiva, nos parece fazer muito mais sentido combater a dependência do tabaco entre os mais jovens do que entre os idosos. Isso porque ações de saúde pública efetivas na juventude levariam à compressão da morbidade a partir dos 40 anos, garantindo mais longevidade com menor período de incapacidade. Trata-se de uma meia-verdade científica que acaba pautando políticas públicas menos atentas aos idosos. Isso porque hoje já temos dados que sustentam que a eliminação de doenças crônicas na velhice comprime também a morbidade e garante anos de vida livre de incapacidade mesmo que essa intervenção venha a ocorrer nessa fase.

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Doença de Alzheimer no XXIV Ciclo de Debates “Município Saudável” – 20/05/13

É com muita satisfação que venho novamente informar aos leitores que tudo já foi minuciosamente preparado para recebê-los na Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do Gabinete do Vereador Gilberto Natalini, no XXIV Ciclo de Debates “Município Saudável, em cuja linha temática sobre Envelhecimento Ativo teremos uma mesa exclusivamente dedicada à Doença de Alzheimer.

Atentem para o fato de que não se trata de um congresso acadêmico, de um evento científico; trata-se, ao contrário, de uma oportunidade de a população geral ser esclarecida sobre a doença e debater políticas públicas que protejam e resguardem a dura rotina do cuidador e garantam os direitos das pessoas que gradativamente perdem sua autonomia quando acometidas por essa enfermidade. Desde o início o blog vem apoiando essa inciativa e já foi publicado um post aqui sobre o assunto (clique e saiba mais).

Folder do evento

Convite do evento
Clique para ver a imagem ampliada

Aos profissionais de saúde que ainda não se depararam com pessoas com essa impactante doença,  a participação será muito importante para ter contato com essa realidade. Aos que já atuam, rever conceitos e debater soluções será muito bem-vindo. Aos familiares de pessoas com Doença de Alzheimer, será mais um canal de informações e uma oportunidade de identificação com os desafios cotidianos de outros cuidadores. Para todos, sem dúvida, um local para se estabelecer uma rede de solidariedade.

A programação está confirmada. Antevejo um enorme sucesso, dada à notoriedade dos palestrantes. Vejam:

Prof. Dr. Paulo Canineu

Médico geriatra  e professor da pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Vera Pedrosa Caovilla 

Tesoureira da Associação Brasileira de Alzheimer – ABRAz

Carlos Moreno 

Ator, diretor de divulgação da ABRAz

Muito interessante será a participação do ator Carlos Moreno, pois, na condição de cuidador de sua mãe, diagnosticada há aproximadamente 10 anos com a Doença de Alzheimer, terá muitas experiências a compartilhar. Aliás, ele já vem contribuindo muito para a educação em saúde nessa área. Para se ter uma noção, ele já esteve no programa de televisão “De Frente com Gabi” para dedicar a entrevista a essa questão. Veja o vídeo (completo):

A participação no evento é gratuita. Divulguem para toda sua rede. Vamos formar um “viral” com a informação de relevância coletiva? 

Nos veremos lá. Até breve!

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XXIV Ciclo de Debates “Município Saudável

Envelhecimento Ativo

Doença de Alzheimer

20 de maio de 2013 

9-13h

Local: Câmara Municipal de São Paulo, Auditório Prestes Maia

Endereço: Viaduto Jacareí, nº 100, Bela Vista, São Paulo. 1º andar.
 
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 Licença Creative Commons

O trabalho Doença de Alzheimer no XXIV Ciclo de Debates “Município Saudável” – 20/05/13 de Renata Cereda Cordeiro foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
Com base no trabalho disponível em https://reabgeronto.wordpress.com/2013/05/08/alzheimer-cmsp-agenda/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em https://reabgeronto.wordpress.com/fale/.

Campanha de Prevenção de Quedas em Idosos 2011 – evento gratuito – engaje-se!

Logo oficial da campanha

Logotipo empregado na campanha desde 2009, símbolo da mobilização regional contra as quedas em idosos.

Desde 2009 o setor de Reabilitação Gerontológica do Lar Escola São Francisco está engajado na anual Campanha de Prevenção de Quedas. Neste ano, teremos novamente a presença da Fundación Mapfre apoiando e patrocinando esse evento, com novidades na programação replicada em horários diferentes em 2 dias:

20/6 – Segunda -feira (tarde)
13h00 às 14h30 – Campanha de Segurança Viária para Idosos
14h30 às 15h00 – Coffee
15h00 às 16h30 – Com Maior Cuidado

21/6 – Terça-feira (manhã)
09h00 às 10h30 – Campanha de Segurança Viária para Idosos
10h30 às 11h00 – Coffee
11h00 às 12h30 – Com Maior Cuidado

LOCAL: hall da capela – Lar Escola São Francisco – centro de Reabilitação (clique para ver o MAPA)

PÚBLICO-ALVO:

  • pessoas idosas (60 anos ou mais) com ou sem acompanhantes, pacientes ou não do LarEscola;
  • cuidadores de pessoas idosas (familiares ou profissionais);
  • profissionais do LarEscola, especialmente aqueles que têm contato com pessoas idosas
  • alunos de graduação, residentes e especializandos da Unifesp e demais parceiros acadêmicos

INSCRIÇÕES: serão feitas no local, por ordem de chegada. As inscrições são limitadas à capacidade do local, 50 pessoas por palestra. Começaremos a recepcionar os participantes 1h antes do início do evento para inscrições em ambos os dias. EVENTO ABERTO AO PÚBLICO, GRATUITO.

Serão distribuídos brindes, materiais educativos para leigos e para profissionais acerca dos dois temas que serão desenvolvidos nos dois dias. 

Contamos com a participação de todos e com a colaboração em indicar pessoas idosas da comunidade.

Maiores informações: (11) 5904-8041 / (11) 5904-8062 – falar com Inês ou Renata

Veja algumas fotos do grande evento de 2009: 

Inscrições do evento:

 http://www.flickr.com/photos/lesf1/3974495048/

“Circuito” de exames e entrevistas:

http://www.flickr.com/photos/lesf1/3973732665/

http://www.flickr.com/photos/lesf1/3973732661/

http://www.flickr.com/photos/lesf1/3974495062/

Palestra:

http://www.flickr.com/photos/lesf1/3974495074/

http://www.flickr.com/photos/lesf1/3973732651/

Dança senior:

http://www.flickr.com/photos/lesf1/3973732687/

Equipe reunida:

http://www.flickr.com/photos/lesf1/3974501644/

Doença de Parkinson: o que o paciente e os familiares precisam saber?

Por Juliana Martins Pinto & Renata Cereda Cordeiro

O que é a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson (DP) é uma enfermidade neurodegenerativa com grande prevalência na população idosa. Estima-se, em média, uma prevalência de 100 a 150 casos para cada 100 mil pessoas. O início da doença se dá por volta dos 60 anos e acomete ambos os sexos, raças e classes sociais.

A causa da doença é desconhecida, mas pode estar relacionada com fatores genéticos, toxinas ambientais ou endógenas, ainda não definidas. A DP se caracteriza pela perda progressiva das células da substância negra de uma região do cérebro, conhecida como mesencéfalo. Isso resulta em diminuição da produção da dopamina, que é um neurotransmissor essencial no controle dos movimentos do corpo. A deficiência de dopamina provoca uma perda de sua ação nos gânglios da base (estruturas envolvidas na modulação dos movimentos), determinando o aparecimento dos principais sinais e sintomas. Esses sinais se caracterizam pela perda de desempenho em atividades ou atos motores realizados anteriormente de forma automática, como, por exemplo, andar (dificuldade para iniciar e parar), levantar de uma cadeiras (a pessoa faz diversas tentativas para levantar e cai na cadeira ao invés de sentar-se), escrever (as letras vão ficando cada vez menores).

Os exames de imagem do cérebro não auxiliam diretamente no diagnóstico da doença, sendo úteis apenas para excluir outras doenças. Dessa forma, o diagnóstico da DP é clinico, ou seja, devem-se conhecer bem os sinais e sintomas, que são:

  1. Tremor (de repouso)
  2. Bradicinesia (lentidão e pobreza de movimentos)
  3. Rigidez (enrijecimento dos músculos)
  4. Alterações posturais (aumento da curvatura torácica) e instabilidade, que podem levar a quedas

Nem todos os pacientes que apresentam esses sintomas têm a DP, pois outras doenças podem causá-los. Da mesma forma, para ter a DP não é necessária a presença dos quatros sintomas ao mesmo tempo. Por isso, é importante o acompanhamento com o médico para que seja feito o diagnóstico correto. Em geral, a doença começa lentamente com o tremor, principalmente nas mãos e boca, lentidão e rigidez que podem aparecer em apenas um lado do corpo e depois atingir o outro lado.

Trata-se de uma doença é progressiva, irreversível e incapacitante. O tratamento farmacológico adequado pode manter a doença estável por vários anos, melhorando a qualidade de vida do paciente. Entretanto, esse tratamento vai apresentando limitações ao longo dos anos, com redução paulatina de seus benefícios e os efeitos colaterais (geralmente outros distúrbios do movimento) vão se instalando. É nesse sentido que o tratamento não-farmacológico é tão obrigatório quanto o medicamentoso, cuja combinação manterá a autonomia e independência do individuo.

A atuação do fisioterapeuta, do terapeuta ocupacional, do fonoaudiólogo e em alguns casos, do nutricionista e do musicoterapeuta, contribui substancialmente para que o paciente conviva com a doença com a menor perda funcional e o menor impacto emocional possível. Muitas vezes, a doença modifica muito a vida do paciente e da família, e surgem dificuldades para lidar com essa nova situação. A equipe multiprofissional, como um todo, atuará no sentido de proporcionar a recuperação do paciente, bem como, oferecer informações, estratégias e conforto a todos os envolvidos.

A seguir, apresentamos algumas orientações básicas que auxiliam no cuidado e no dia a dia do paciente, considerando-se, por ora, apenas o aspecto motor.

Algumas orientações práticas:

A.      Quem faz uso de medicamentos como a levodopa, percebe que quando o efeito do medicamento está chegando ao fim, começa a enfrentar mais dificuldades motoras. Costuma-se dizer que os pés ficam “colados” no chão ou que os movimentos ficam “congelados” (sintoma conhecido na literatura médica por freezing). Para minimizar esse problema, o paciente aprende a “destravar” os movimentos por meio do planejamento voluntário da atividade passo-a-passo, já memorizado em fisioterapia. Se preferir, pode usar pistas visuais ou auditivas. O fisioterapeuta é o profissional indicado para selecionar o melhor treino com vistas a esse fenômeno de fim de dose do medicamento.

B.      Exercícios: Antes de treinar as ações motoras do dia-a-dia, é importante alongar-se. Mas o detalhe é que esse alongamento deve ser feito preferencialmente de modo ativo, para que o paciente possa vencer mais facilmente a rigidez.

Alongamento simples

Exercícios que visem aumentar a mobilidade rotacional do tronco são fundamentais e de simples execução, com a pessoa ainda deitada na cama. Se realizado logo pela manhã, ajudará o paciente a levantar-se da cama. Exercícios respiratórios também são imprescindíveis para auxiliar na prevenção de rigidez da coluna e principalmente para evitar doença pulmonar relacionada à restrição dos movimentos da caixa torácica. Aliados a técnicas de relaxamento, contribuem para a redução da rigidez muscular e da ansiedade.

Exercício respiratório

E, finalmente, maiores desafios como fortalecimento muscular e condicionamento físico devem fazer parte do programa de reabilitação, pois a perda de força, resistência muscular, cardiovascular e a sensação de cansaço são conseqüências indiretas da doença.

Elevação do quadril

Excelentes dicas de exercícios de fácil compreensão e execução que podem ser incorporados diariamente podem ser encontradas clicando aqui (repare que as figuras são animadas!)

C.      Quando o paciente apresentar dificuldade para caminhar, o fisioterapeuta deverá prescrever e treinar um dispositivo de auxílio à marcha de acordo com a necessidade. A gravidade da doença, a idade e os problemas concomitantes (artroses, acidente vascular encefálico, neuropatia periférica, perda visual, etc.) é que determinarão o tipo de equipamento. Lembre-se: nunca aceite uma prescrição de equipamento sem ajustes e treino! O lugar do treino é o ambiente de REABILITAÇÃO e não a rua ou em casa sem supervisão! Quando o terapeuta liberar o uso do dispositivo na rua significa que o paciente está apto a usá-lo com SEGURANÇA.

Dispositivos de auxílio

D.      Terapias complementares: aliada à fisioterapia convencional, a Reeducação Postural Global (RPG), principalmente nos estágios iniciais da doença, permite reduzir as alterações posturais típicas da doença, impactando sobre o equilíbrio e mobilidade global. A acupuntura tem recebido forte atenção nos últimos anos e parece ser promissora, apesar da insipiência das evidências encontradas na literatura(1,2).
E.      A Terapia Ocupacional, a Fonoaudiologia e a Musicoterapia podem contribuir com outros exercícios e orientações. Leremos mais sobre isso em breve, aqui no blog.

Onde procurar ajuda:

Associação Brasil Parkinson

Avenida Bosque da Saúde, 1155 – São Paulo – SP

Contato: (11) 5578 8177

Recomendamos a leitura da entrevista com Michael J. Fox:

http://bemcomparkinson.blogspot.com/2009_11_01_archive.html

 Leitura principal:

Livro: Doença de Parkinson: Um Guia prático para pacientes e familiares. Hélio A. G. Teive. Lemos Editorial. São Paulo, 2000.

 Demais referências:

1.     Lee MS, Shin B-C, Kong JC, Ernst E. Effectiveness of acupuncture for Parkinson’s disease: a systematic review. Mov. Disord. 2008 ago 15;23(11):1505-1515.

2.     Chae Y, Lee H, Kim H, Kim C-H, Chang D-I, Kim K-M, et al. Parsing brain activity associated with acupuncture treatment in Parkinson’s diseases. Mov. Disord. 2009 set 15;24(12):1794-1802.

Licença Creative Commons
Doença de Parkinson: o que o paciente e os familiares precisam saber? de Juliana Martins Pinto & Renata Cereda Cordeiro é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.
Perssões além do escopo dessa licença podem estar disponível em https://reabgeronto.wordpress.com/fale/.