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Aumento do IPTU em São Paulo: como ficam os idosos?

O recente anúncio de reajuste do IPTU no município de São Paulo tem preocupado e desconcertado muitos munícipes, especialmente os mais idosos. Muitos dirão que o idoso, quando aposentado ou pensionista e com baixa renda terá isenção do imposto, reduzindo os riscos de colocá-los em situação de vulnerabilidade. A Lei 11.614/94 garante a isenção do imposto nas seguintes condições:

  • Ser aposentado, pensionista ou beneficiário de renda mensal vitalícia;
  • Não possuir outro imóvel no município;
  • Utilizá-lo como residência;
  • Rendimento mensal que não ultrapasse 3 (três) salários mínimos no exercício a que se refere o pedido;
  • O imóvel deve fazer parte do patrimônio do solicitante. (Fonte:   http://goo.gl/DnQi4

O grande problema será para os idosos que vivem com rendimentos pouco acima dos irrisórios três salários mínimos. Submetidas à revisão da Planta Genérica de Valores (PGV), as pessoas passarão a pagar um imposto reajustado a partir do impacto da valorização do metro quadrado da cidade nos últimos anos (a última revisão ocorreu em 2009) motivada, em parte, pelo aquecimento do mercado imobiliário. Isso faz-nos perguntar o seguinte: por que o cidadão que comprou ou construiu um imóvel com sacrifício décadas atrás e envelheceu num determinado bairro será obrigado a responsabilizar-se pela especulação imobiliária que ocorreria no futuro, justamente na época da vida em que seus gastos com saúde mais aumentam e sua receita diminui?  Continuar lendo

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Posicionamento da SBGG sobre o PL 4571/2008 que restringe o acesso cultural ao idoso

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Ontem a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) publicou em sua página no Facebook um posicionamento acerca do evidente retrocesso que ocorrerá caso seja definitivamente aprovado o PL 4571/2088 de autoria do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ao acompanhar o projeto no site da Câmara dos Deputados – Atividade Legislativa, percebemos que somente neste ano ele já sofreu inúmeras intervenções, o que é sugestivo de tramitação em fase de resolução. E lembrando que já está marcada audiência pública no Senado com essa pauta na próxima segunda-feira, conforme já divulgado em post anterior.

A SBGG, então, veio a público solicitar, de modo fundamentado, petições de repúdio ao PL à Presidência da Câmara dos Deputados, Deputado Henrique Eduardo Alves, através do email dep.henriqueeduardoalves@camara.leg.br. Leia o conteúdo na íntegra:

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O que temem os idosos hoje?

A muitas pessoas assusta envelhecer. Preocupa-lhes ver como, com o passar dos anos, o corpo muda, as defesas contra as doenças diminuem, alguns amigos e familiares começam a partir e já não resta tanta energia nem tempo para “fazer coisas”. 

O medo é uma das emoções mais paralisantes dentro do espectro humano e animal. Uma vez submetido ao medo, torna-se muito difícil aprender novas informações e realizar atividades diárias de maneira habitual por hiperatividade da amígdala e de todo o sistema límbico no nível cerebral.

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Os medos, como explica o Presidente da Sociedade de Geriatria e Gerontologia do Chile, Dr. Vítor Hugo Carrasco, “são influenciados pela cultura, o grau de suporte social, o conhecimento da doença e a experiência passada, a perda da independência, considerar-se um peso para a família, a perda do controle por deterioração física ou mental, de não poder-se livrar de dores, a perda da consciência por sedação, de ser esquecido facilmente, sofrer sem dignidade, ou a recorrência de pensamentos de morrer só ou sem ninguém que o queira”, indica.

“É importante ressaltar que dentre os medos mais importantes que todos temos, há os que estão presentes na maioria das pessoas idosas. Curiosamente, não é o medo da morte, mas do sofrimento quando esta se aproxima, particularmente a dor física e sobretudo o temor de ser dependente e de não poder cuidar de si  mesmo. Ser um “peso” literalmente aterroriza as pessoas de idade avançada”, sustenta o especialista.

Quando falamos de medo nas pessoas idosas, como explica a psicóloga clínica da Sociedade de Geriatria e Gerontologia do Chile, Maria José Gálvez, pode-se diferenciá-los em:

  • Medos relacionados a perdas de papéis sociais
  • Medos relacionados a mudanças na funcionalidade
  • Medos de problemas de saúde específicos
Medo de perda de papéis sociais

Na velhice ocorre uma série de perdas sociais, por exemplo: “a perda do papel social de trabalhador para aposentado. Neste sentido, e sobretudo nos homens, aparece o medo de ser excluído socialmente numa cultura onde a produção é chave. Num sentido extremo, o idoso teme ser excluído e tende a isolar-se como um mecanismo de defesa”, detalha a especialista.

Também existe o medo de perda de suporte social que é aumentado em viúvos(as), mais ainda quando há más  relações com os demais membros da família.

Em um nível extremo, estaria o medo de morrer só e sem dinheiro.

Medo de mudanças na funcionalidade

O principal medo das pessoas idosas é o da dependência, ao não conseguir autocuidar-se e ter de depender de outros para executar as atividades de vida diária. Esse medo ainda envolve ser uma carga para os filhos ou cônjuge.

Também aqui se poderiam situar os medos de déficits sensoriais, como perder a visão ou a audição e os medos relacionados com a mobilidade, como ficar prostrado ou ter de contar com dispositivos de auxílio como bengalas e andadores. As mudanças na funcionalidade podem se dar no nível físico ou mental. Outro grande temor dos idosos é a perda da memória e da capacidade de decisão, o que lhes leva a ter que delegar algumas atividades instrumentais da vida diária como dirigir, manejo das finanças e da medicação. A condição anterior implica um nível de vulnerabilidade importante quando o suporte social não é adequado e a pessoa deve confiar em pessoas alheias aos entes queridos para questões tão importantes como o seu patrimônio ou seus medicamentos.

Medo de doenças específicas

Estudos nacionais e internacionais mencionam as enfermidades mais temidas pelas pessoas idosas. Seriam: a demência, especificamente a do tipo Alzheimer, o câncer e as doenças neurológicas relacionadas com a perda da mobilidade. Também existe um temor relevante da diálise. Além disso, temem o momento da comunicação do diagnóstico, o que leva muitas pessoas a deixar de realizar exames ou controles médicos pelo temor de seus resultados.

Não menos importante é o medo de cair e da síndrome pós-queda, este último, ocorrendo aos idosos que já tenham tido um episódio de queda ou que saibam ou tenham presenciado alguém a cair. Isto os leve muitas vezes a deixar de sair e de usar transporte público.

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Este texto foi traduzido e adaptado do original “¿A qué le temen los adultos mayores hoy?” publicado em 22/04/2013 pelo jornal chileno Publimetro.  

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Este trabalho de Publimetro.cl, foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em http://www.publimetro.cl/nota/teknik/a-que-le-temen-los-adultos-mayores-hoy/xIQmdv!hIFn6KNj1AA/. Tradução de Renata Cereda Cordeiro.